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Tal como o Reiki, é uma técnica energética, mas não é nenhuma prática conhecida. O australiano Charlie Goldsmith desenvolveu espontaneamente uma capacidade terapêutica cujos efeitos estão a ser estudados – e comprovados – pelo NYU Lutheran Medical Center.

Um artigo da revista Elle revela em detalhe a história surpreendente de Charlie Goldsmith. O australiano de 35 anos possui, desde os 18, a capacidade de curar problemas físicos através da energia, e desde então tem lutado para ser estudado pela comunidade científica e para ser levado a sério por aquilo que sabe que consegue fazer.

Segundo a publicação, atualmente, cerca de 200 estudos detalham os efeitos aparentes das terapias energéticas na fisiologia de pessoas, animais, plantas, bactérias, células e mesmo na atividade das enzimas.

À medida que investigadores começaram a explorar, nas duas últimas décadas, a forma como a mente pode influenciar objetivamente o corpo, práticas como a Acupuntura, o Reiki ou o Toque Terapêutico, que se baseiam na premissa de que o equilíbrio do fluxo energético no corpo pode promover mudanças positivas, são cada vez mais disponibilizadas como tratamentos complementares em grandes instituições médicas, como o Beth Israel Deaconess em Boston, a Cleveland Clinic e o Memorial Sloan Kettering Cancer Center em Nova Iorque.

Contudo, ainda persistem críticas, devido ao facto de não ser possível medir diretamente a energia que sai das mãos dos terapeutas. Apesar dos resultados positivos destas terapias, para os cientistas é uma questão aberta como é que a energia é transmitida, ou se é transmitida de todo. Foi com esse ceticismo que Charlie Goldsmith se deparou inicialmente quando tentou promover a investigação sobre a sua prática.

Dezenas de pessoas atribuem a Goldsmith a cura de lesões, herpes, enxaquecas, artrite ou alergias. Depois de quinze anos a tentar estabelecer pontes com a comunidade médica, sem sucesso, decidiu mudar a sua abordagem.

“Eu esperava que as pessoas pensassem, ‘Uau, isto é fantástico!’”, afirma Goldsmith. “Mas em vez disso, o que recebi foi impassibilidade. Percebi que era como um músico negro nos anos 30, a tentar que uma editora discográfica ouvisse a minha música, com todos os executivos a dizer ‘Ninguém quer ouvir a sua música’. De repente apercebi-me de que se as pessoas me ouvissem a cantar numa esquina, então talvez a editora discográfica ficasse interessada.”.

Goldsmith ofereceu tratamentos a um grupo de apoio a doentes com herpes, durante uma viagem a Los Angeles e, em 2013, voluntariou-se para ajudar numa clínica de acupuntura, em Manhatan. O fundador da clínica tinha dado início a um serviço de acupuntura no NYU Lutheran Medical Center, em Brooklyn, e foi assim que Goldsmith conheceu Kell Julliard, responsável do hospital ligado à investigação clínica.

No estudo inicial no hospital, destinado a avaliar a viabilidade das terapias energéticas num hospital comunitário, publicado em junho de 2015 no Journal of Alternative and Complementary Medicine, Charlie impressionou os médicos pela sua capacidade de aliviar a dor, pela velocidade a que os resultados foram alcançados, sobretudo ao nível da dor, e pela rapidez do tratamento. A taxa de sucesso foi de quase 8 em 10.

De acordo com os investigadores, “a maior parte dos paciente registou melhorias imediatas e significativas associadas às suas principais queixas”.

Charlie geralmente senta-se ou fica próximo do paciente, pergunta-lhe onde está o problema e fecha os olhos durante 30 segundos. O único sinal de atividade é o tremor das suas pálpebras. A capacidade que hoje está a ser estudada surgiu espontânea e inesperadamente quando tinha 18 anos e estava a frequentar um campo de férias.

Em maio, voltou para uma segunda experiência no NYU Lutheran, onde tratou 19 pacientes. Os dados ainda não foram publicados, mas alguns dos médicos disseram à jornalista da Elle que a taxa de sucesso não caiu.

Charlie Goldsmith afirmou estar disponível para empreender um estudo com um protocolo mais rigoroso, e está a avaliar com o hospital a possibilidade de tratar apenas pacientes com infeções do trato urinário, com resultados medidos com base em alterações nos níveis bacterianos.

Goldsmith afirma que o sucesso do tratamento não depende da crença dos pacientes: “Já curei pessoas que não acreditavam no que eu faço e não fui capaz de curar pessoal que acreditam”. Pela sua experiência, em dois em cada dez casos a sua energia não surte efeito, e não sabe porquê.

A cura energética não é a sua principal ocupação. Charlie Goldsmith é um empresário bem-sucedido e não cobra pelos seus tratamentos. Financiou as suas viagens a Nova Iorque e o seu trabalho no hospital, e chegou mesmo a pagar os 3 200$ necessários para que o estudo publicado Journal of Alternative and Complementary Medicine ficasse acessível a qualquer pessoa.

Quanto à origem da energia, afirma: “Eu não sei. Parece que vem de mim, mas depois penso, como é que eu podia saber fazer isto? Eu sempre soube que não era tão inteligente como o dom”.

Written by Reiki Studio

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