Um pardal pousado num arame farpado: o que nos assusta nem sempre é perigoso | Foto: See-ming Lee/Creative Commons

O medo é um sentimento essencial para a sobrevivência, na medida em que identifica o perigo e ativa os mecanismos de defesa. No entanto, quando patológico ou excessivo face à situação que o provoca, condiciona negativamente e limita a qualidade de vida.

Esta é uma das emoções mais básicas, mas também mais estudadas. O medo coloca o organismo em alerta para uma ameaça, física ou emocional, preparando-o para lutar ou fugir.

Atualmente, não existem as mesmas ameaças à sobrevivência que existiam há séculos atrás. O desenvolvimento da ciência prolongou a longevidade humana, a tecnologia proporcionou melhores condições de vida e as sociedades democráticas asseguram a segurança e os direitos dos seus cidadãos.

Porque sentimos, então, um medo exagerado perante coisas que não colocam imediatamente em causa a nossa segurança?

Este fenómeno prende-se com o facto de o desconforto emocional face a situações do dia-a-dia ser traduzido pelo corpo como uma ameaça à sobrevivência, despoletando uma resposta de fuga ou luta.

Estes estímulos emocionais são subjetivos, ou seja, dependem da perceção de cada um, e podem prolongar-se no tempo, gerando ansiedade e sofrimento psicológico. Quanto maior o grau de perigo atribuído ao estímulo, mais intensa é a sensação.

Eis alguns exemplos:

  • Medo da morte;
  • Medo de voar;
  • Medo de perder um ente querido;
  • Medo do fracasso;
  • Medo da escuridão;
  • Medo do confronto;
  • Medo do compromisso;
  • Medo de envelhecer;
  • Medo do passado;
  • Medo de viver;
  • Medo de hospitais.

Estes medos, quando excessivos, podem limitar a nossa experiência e evoluir para outras patologias, como fobias, stress negativo ou depressão.

O medo do fracasso, por exemplo, convida a pensar antes de agir, mas se for dominante impede-nos de avançar e de nos realizarmos. O medo de hospitais, por seu turno, pode colocar em causa a saúde, porque o medo se sobrepõe à vontade de ficar curado.

As causas destes receios de origem emocional são variadas, e, quando afetam o bem-estar ou as relações sociais, devem sempre ser avaliadas e acompanhadas por profissionais de saúde. O Reiki, enquanto terapia complementar, pode auxiliar nesse processo terapêutico.

O método desenvolvido por Mikao Usui equilibra e harmoniza o organismo como um todo, lembrando-nos da importância do aqui e do agora. Daí a importância da prática do segundo princípio do Reiki: “só por hoje, não me preocupo”.

O Reiki ajuda a libertar as emoções associadas à causa do medo (frustração, culpa, impotência, ausência de controlo, desilusão), promove um maior autoconhecimento e estabelece um equilíbrio e bem-estar interiores que permitem lidar melhor com os medos e, a pouco e pouco, superá-los.

Lembre-se de que por muito sofrimento que provoquem, os medos são apenas pensamentos e de que é possível mudá-los, mudando-se primeiro a si.

 

“O outro lado do medo é a liberdade” – Marilyn Ferguson

 

 

Written by Reiki Studio

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