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A 9 de Novembro, dia de debate sobre o programa do Governo, André Silva, deputado do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), questionou Pedro Passos Coelho sobre a disponibilidade do executivo para incluir as terapias não convencionais no Serviço Nacional de Saúde.

A medida, que integra o programa eleitoral do PAN, parte do princípio de que “a saúde é um elemento fundamental para o bem-estar de todas/os, assumindo um papel cada vez mais preponderante na sua vertente holística. De facto, já não é mais possível olhar para a saúde humana sem atentar num contexto completo que inclua corpo, mente e espírito.”

Nesse sentido, de acordo com o partido, “qualquer cidadã/o deve ter direito a recorrer às medicinas naturais ou terapêuticas não convencionais, já reconhecidas plenamente pelo Estado português, bem como o importante contributo que estas têm na promoção da saúde pública.”

Entre as medidas sugeridas pelo PAN encontram-se a introdução das terapêuticas não convencionais no Serviço Nacional de Saúde, a eliminação do IVA para os profissionais dessas terapias e a criação de incentivos às medicinas complementares, como a inclusão de consultas, tratamentos e práticas nos serviços das autarquias.

Esta temática foi uma várias outras trazidas para a discussão pelo deputado do PAN em oito perguntas diretas, tais como o desemprego, o problema das emissões de gases de estufa provocados pela atividade agropecuária, a proteção das crianças contra a violência dos espetáculos tauromáquicos, a alteração do estatuto jurídico dos animais ou a inclusão das despesas com veterinários nas deduções do IRS.

Embora Pedro Passos Coelho não tenha abordado diretamente a possibilidade de inclusão das terapias complementares no Serviço Nacional de Saúde ou a proibição do cultivo de milho geneticamente modificado, o diálogo ficou marcado pela cordialidade e abertura para “encontrar ideias novas e diferentes abordagens”, com o Primeiro-Ministro a declarar-se “totalmente aberto” a discutir soluções que, não equiparando juridicamente animais a pessoas, deixem de defini-los como “coisas”, e a relembrar os compromissos do país relativamente à redução das emissões para o combate às alterações climáticas.

Fonte: Expresso; Sol.

 

Written by Reiki Studio

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